quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Teoria do Estabelecimento de Objectivos

Edwin Locke, concluiu que quando se trabalha com algum objectivo, cria-se uma grande motivação, e cada tipo de motivação influencia o comportamento das pessoas consoante a sua maneira de ser. Estabelecer objectivos é o processo de negociar, formalizar e desenvolver metas ou objectivos. Assim, temos várias formas de estabelecer objectivos:
· Objectivos mais difíceis conduzem a melhor desempenho do que os objectivos menos difíceis. Então, se os objectivos são muitos difíceis ou impossíveis, a sua relação com o desempenho não se mantém.
· Objectivos específicos conduzem a melhor desempenho do que objectivos sem importância ou vazios.
· A retroacção da tarefa é o conhecimento dos resultados motivadores para que as pessoas estejam motivadas e melhorem o seu desempenho.
· A oportunidade de participar das pessoas a serem motivadas isso significa que tende a melhorar o seu desempenho e é uma forma de motivar as pessoas no seu estabelecimento de objectivos.
· A capacitação e a auto-eficácia fazem com que os objectivos definam um melhor desempenho. As pessoas devem ser capazes de cumprir os objectivos. A auto-eficácia é a crença de uma pessoa a respeito do seu desempenho em uma tarefa.
· O comprometimento com os objectivos motiva as pessoas a um melhor desempenho quando eles são aceites. Uma maneira de obter a aceitação ou o compromisso é fazer a pessoa participar no processo de estabelecer objectivos.

A conclusão geral é que a formulação de objectivos difíceis e específicos constitui uma poderosa força motivadora. Para Locke, existem métodos principais para motivar as pessoas tipo dinheiro, estabelecimento de objectivos, participação na tomada de decisões ou redesenho de cargos para proporcionar maior desafio e responsabilidade.

Teoria do Reforço

A teoria do estabelecimento de objectivos conduz à teoria do reforço. A teoria do reforço é uma teoria comportamental, que salienta que o reforço condiciona o comportamento. Este comportamento não é causado pelos eventos do comportamento. Existem quatro estratégias de modificação de comportamento organizacional, reforço positivo, para aumentar a frequência ou intensidade do comportamento desejável, relacionando-o com as consequências agradáveis e contingentes à sua ocorrência, reforço negativo, para aumentar a frequência do comportamento desejável pelo facto de evitar uma consequência desagradável e contingente à sua ocorrência, punição, para diminuir a frequência ou eliminar um comportamento indesejáveis pela aplicação da consequência desagradável e contingente à sua ocorrência, por fim, a extinção, serve para diminuir a frequência ou eliminar um comportamento indesejável pela remoção de uma consequência agradável e contingente à sua concorrência.

Teoria da Equidade

Esta teoria, defende fundamentalmente a necessidade de justiça no local de trabalho. No entanto, a sua ideia principal é, deve haver correspondência entre o investimento e os ganhos de cada um, ou seja, quem se esforça mais receberá uma melhor recompensa. Numa lógica de equidade quem mais investe mais deste recebe. Como tal, os trabalhadores, para avaliarem a justeza da relação entre os seus investimentos e ganhos, estes recorrem a uma equidade interna, onde a comparam a outros membros na mesma organização. Por outro lado, a equidade externa, os indíviduos fazem a sua comparação com outros membros de outras organizações.
É importante notar que as relações de equidade ou iniquidade resultam de percepções do trabalhador, sendo um fenómeno inteligível.
Existe equidade quando o rácio de ganhos de investimento do sujeito é semelhante ao rácio dos ganhos da pessoa com qual é feita a comparação. Existe iniquidade quando o indivíduo entende que a razão entre os seus ganhos e investimentos, e os ganhos e investimentos do sujeito referente é desigual.
A teoria da equidade é importante para a gestão da motivação, na medida em que demonstra que a motivação é maior quando as pessoas se apercebem da existência de uma relação de contingência entre os seus ganhos e investimentos. Ou seja, as pessoas estão dispostas a esforçarem-se mais, se perceberem que quanto mais se esforçarem maior será a recompensa. Caso essa contingência não exista, a tendência será para as pessoas que se sentirem injustiça das saírem da organização ou, em alternativa, reduzirem o seu esforço.
Portanto, para a noção de contingência, é importante que as organizações sejam capazes de descriminar ás pessoas os seus contributos, quem mais contribui, mais ganha.

Teoria da Expectância

Esta teoria fundamenta que, o indivíduo estará motivado se se esforçar, desde que esse esforço se traduza numa boa avaliação do desempenho e daí obter recompensas da organização, em termos monetários, de carreira e/ou pessoais. Estas recompensas satisfarão os seus objectivos individuais. Para que tal resulte, esta teoria abrange uma lógica de relação:

- Relação entre esforço alheio (Expectativa), o indivíduo acredita que o trabalho intenso o levará a atingir um bom desempenho, concluindo-se que, se um determinado esforço for bem sucedido uma dada recompensa será obtida;

- Relação entre desempenho e recompensa (valência), a pessoa tendo um bom desempenho beneficiará de determinadas regalias. Para que a pessoa se esforce é importante a recompensa seja percebido como valiosa;

. Relação entre recompensa e objectivos (Instrumentalidade), as recompensas são atractivas pois satisfazem as necessidades pessoais do indivíduo.

No entanto, caso algum destes elementos for zero a motivação será nula. Com efeito, caso o trabalhador não considerar interessante a recompensa, ou se o seu esforço for desproporcional à recompensa, esta pessoa não terá motivação.
Para que tal não suceda existem soluções breves:
A organização deve avaliar os sentimentos de auto-eficácia dos trabalhadores; as chefias devem gerir a expectativa para com os seus subordinados, de maneira a melhorar a sua motivação; pessoas diferentes podem escolher prémios diferentes; é também importante determinar o respectivo grau de instrumentalidade, ou seja, em que medida os sistemas de recompensa ajudam a resolver os principais problemas dos indivíduos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008